"A ORIGEM DAS MÃES"
Terminara Deus a Criação e sorria, jubiloso, ante a grandiosidade da Sua Obra.
Em toda parte a harmonia predominava, qual musicalidade sublime que soprasse em todas as direções aos meneios dos cambiantes raios de luz incomparável.
A Paisagem ridente era um poema de beleza incomum, quando as primeiras criaturas humanas se Lhe acercavam com deslumbramento e gratidão.
Nesse momento, o Incomparável Pai sentiu a necessidade de criar alguém que pudesse sintetizar o Seu amor que pairava soberano em a natureza.
Tomando de uma estrela luminosa, Ele começou a modelar um ser especial, que poderia penetrar nos mais abomináveis recintos sem macular-se; que fosse possuidora de acurada percepção, e devassasse todos os obstáculos em várias direções simultaneamente; dotada de mãos generosas que se movimentassem em rumos diferentes; cuja coragem ultrapassasse os limites das próprias resistências, e, ao mesmo tempo, estivesse investida de abnegação até a oferenda da própria existência... Que sorrisse, mesmo quando sofrendo, sendo feliz apesar das aflições, carregando as cruzes invisíveis dos filhos, sem deles exigir nada... Que compreendesse a ingratidão, perdoasse a ofensa e insistisse com paciência na tarefa de salvação dos seus rebentos, sem pensar, sequer, em si mesma.
Assim, trabalhando esse anjo ideal, deu-lhe vida, e sorrindo, denominou-a Mãe, entregando-lhe a Sua Obra, que ficaria preservada para sempre.
A partir de então, enquanto o coração materno pulsar no mundo, Deus estará mantendo a aliança de amor com os homens e as mulheres, sabendo que nunca se extinguirá a vida.
Portanto,
ser mãe é transferir-se de estrela para mulher santificada pela abnegação e
plenitude. (Espírito de Amélia
Rodrigues - Divaldo P. Franco).