Espírito Ana, materializado na noite de 16/9/1953 na residência de Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo MG. Vemos o médium Peixotinho (Francisco Peixoto Lins). A foto foi obtida por Henrique Ferraz Filho. Na ata da reunião assim se expressou Chico Xavier: "O serviço fotográfico foi orientado pelo Espírito Irmã Scheilla, igualmente materializada na mesma reunião. O retrato obtido constitui motivo de grande júbilo para os nossos corações que receberam, com essa dádiva, grande acréscimo de responsabilidade, tão grande é a bênção do mundo espiritual que esta fotografia traduz."

Foto obtida de livro espírita.

 

 

KATIE KING E A LUZ

 

Perguntaram um dia a Katie King    (Espírito que se materializava através da médium Srta. Cook) por que não podia mostrar-se sob uma luz mais forte. (Ela só permitia aceso um bico de gás e esse mesmo com a chama muito baixa). A pergunta pareceu irritá-la, enormemente. Respondeu assim: “Já vos tenho declarado muitas vezes que não me é possível suportar a claridade de uma luz intensa. Não sei por que me é isso impossível; entretanto, se duvidais de minhas palavras, acendei todas as luzes e vereis o que acontecerá. Previno-vos, porém, de que se me submeterdes a essa prova, não mais poderei reaparecer diante de vós. Escolhei”.

     As pessoas presentes se consultaram entre si e decidiram tentar a experiência, a fim de verem o que sucederia. Queríamos tirar definitivamente a limpo a questão de saber se uma iluminação mais forte embaraçaria o fenômeno de materialização. Katie teve aviso da nossa decisão e consentiu na experiência. Soubemos mais tarde que lhe havíamos causado grande sofrimento.

     O Espírito Katie se colocou de pé junto à parede e abriu os braços em cruz, aguardando a sua dissolução. Acenderam-se os três bicos de gás. (A sala media cerca de dezesseis pés quadrados).

     Foi extraordinário o efeito produzido sobre Katie King, que apenas por um instante resistiu à claridade. Vimo-la em seguida fundir-se, como uma boneca de cera junto de ardentes chamas. Primeiro, apagaram-se-lhe os traços fisionômicos, que não mais se distinguiam. Os olhos enterraram-se nas órbitas, o nariz desapareceu, a testa como entrou pela cabeça. Depois, todos os membros cederam e o corpo inteiro se achatou, qual um edifício que desmorona. Nada mais restava do que a cabeça sobre o tapete e, por fim, um pouco de pano branco, que também desapareceu, como se o houvessem puxado subitamente. Conservamo-nos alguns momentos com os olhos fitos no lugar onde Katie deixara de ser vista. Terminou assim aquela memorável sessão.  (Gabriel Delanne - Obra: A Alma é Imortal).

 

UM  CÉREBRO  ONDE  O  FALSO  SABER  ASSENTA  POUSO  É  UMA  RETORTA  A  DESTILAR  VENENOS;  É  UM  COVIL  DE  ONDE  SALTEIAM  VENENOS

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