MÃE!
Mãe! Aquela que ama o ser que Deus lhe enviou qual
dádiva celeste, e a quem ela concede o atributo divino - a vida - olvidando
todos os sofrimentos pelo amor que consagra a quem lhes fez padecer!
Mãe! Amiga incomparável dos arcanjos que quebram as asas ao
deixar o Infinito constelado, para caírem no tétrico abismo da Terra - a mais
extensa de todas as jornadas! - E os acolhe em seu generoso seio, beijando-os,
desejando-lhes todas as venturas, todas as bênçãos celestiais, todas as alegrias
mundanas!
Mãe! Aquela que padece as ingratidões dos filhos, chorando, suplicando ao Céu sempre e sempre auxílio, proteção para que sejam encaminhados ao bem e às venturas!
Mãe! Aquela que, na
Terra, representa o próprio Criador do Universo, pois ela é quem nucleia e
atrai a alma - fragmento divino, átomo do Pai Celestial - para torná-la
movimentada, consciente pelo cérebro.
(Espírito de Victor Hugo - Obra: Almas Crucificadas - Zilda Gama)