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PASSE E A SAÚDE
O passe é uma doação, e só se pode dar o que se possui; portanto, é fundamental que o passista goze de boa saúde, tanto do corpo físico quanto da mente. Verificado qualquer desequilíbrio orgânico ou psíquico, o serviço do passe deve ser interrompido de imediato, principalmente quando se tratar de processo obsessivo de qualquer natureza, ocasião em que o passista deve passar à condição de paciente.
Um outro aspecto que se deve salientar é que, num determinado momento, ou se está na condição de passista ou de paciente, não tendo, pois, sentido o hábito de alguns passistas que, após executada sua tarefa, buscam um colega para, por sua vez, receberem um passe. Se ele se apresenta enfermo ou debilitado após o trabalho, isto é sinal de que, provavelmente, não estava em condições de prestar o serviço, ou de não tê-lo feito de modo adequado. Isso não quer dizer que o passista não possa tomar um passe. Significa, sim, que, se essa necessidade realmente se verifica, é indicativa de que ele não se encontrava capacitado para o trabalho naquela ocasião e nada mais natural que recorra aos colegas de trabalho, em busca de auxílio. De qualquer forma, se essa necessidade se apresenta com freqüência, isso deve ser um alerta para que o passista mantenha-se mais vigilante com respeito às suas atividades físicas e psíquicas do dia-a-dia.
Ocorrendo situações como as enumeradas a seguir, aconselha-se ao passista interromper, de imediato, suas atividades:
- Gripes, bronquites, estados febris e doenças infecciosas em geral;
- Período de gestação;
- Diabete em descompasso;
Período menstrual quando se apresentar com dores e ou sangramento exagerado;
- Desequilíbrio emocional;
- Esgotamento nervoso;
- Esgotamento ou mesmo cansaço físico acentuado;
- Deficiências graves do aparelho circulatório;
- Dor de cabeça ou cólica intensa;
- Mal-estar físico de qualquer origem e
- Uso de medicação tóxica.
(Luiz Carlos Gurgel - Obra: O Passe Espírita).